25 de fev. de 2010

PRF entrará na Justiça para que Funrio devolva taxas de inscrição

Quem achou que a novela da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estava perto do fim, se enganou. Um novo capítulo surgiu: o órgão vai entrar na Justiça para reaver os valores arrecadados pela Funrio com as taxas de inscrição do concurso.


A decisão foi tomada porque a PRF precisa dos recursos para dar continuidade ao certame. O assessor nacional de comunicação do órgão, inspetor Alexandre Castilho, explica que sem previsão orçamentária, a polícia fica impedida de prosseguir com a seleção.

Conforme a rescisão do contrato, a PRF deveria recolher integralmente os recursos arrecadados com a taxa de inscrição e a Funrio teria ainda que pagar multa de 5% em cima desse valor. Como a Funrio não efetuou o depósito, o órgão tentará receber o dinheiro por medidas judiciais.

A continuidade do concurso foi determinada no último dia 11 pela juíza Regina Coeli Formisano, da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Segundo ela, a suspensão gera prejuízos a todos os candidatos classificados na primeira prova e à sociedade que fica sem os serviços dos novos policiais.

O inspetor Alexandre Castilho alega que o concurso fica parado até que a PRF seja ressarcida. “A determinação da Justiça tem um fim técnico, mas não prático. Não podemos pensar nas próximas etapas do concurso sem possuir o orçamento necessário para contratar outra empresa organizadora”.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da Funrio e nos informaram que a empresa só vai se pronunciar em momento oportuno. A fundação garantiu ainda que nenhum candidato será prejudicado.

Fonte: Correio WEB

18 de fev. de 2010

Justiça determina continuidade do concurso da PRF

A juíza da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro Regina Coeli Formisano determinou o prosseguimento do concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O certame continua para que não haja prejuízo aos aprovados que não estavam envolvidos nas fraudes.

Conforme a liminar, a suspensão do concurso gera prejuízos a todos os candidatos classificados na primeira prova e à sociedade que fica sem os serviços dos novos policiais. A juíza disse ter recebido a notícia, não comprovada, de falecimento de um candidato aprovado, em razão de estresse gerado em torno do certame.

Formisano explicou à equipe do CorreioWeb que a decisão foi tomada devido ao parecer do MPU, divulgado antes da recomendação de suspensão, informando que não havia mais nada a ser apurado.

Como depois veio o pedido de paralisação, a juíza determinou que o MPF continue investigando se há novas irregularidades, enquanto a PRF dá continuidade as demais fases. A liminar revogou as decisões anteriores e determinou o prosseguimento da seleção.

“Os candidatos acusados de fraude já foram eliminados da seleção e o contrato com a organizadora foi rescindido. Não há porque manter o certame suspenso”, afirmou.

Portanto, quem foi aprovado nas provas objetivas da PRF deve ficar atento. O concurso segue normalmente.

Fonte: CorreioWeb